sexta-feira, 8 de agosto de 2008

China encanta o mundo na abertura da Olimpíada de Pequim

Com muita luz, fogos de artíficio e história, tocha olímpica é acesa e começa a Olimpíada de Pequim

PEQUIM (China) - A China cumpriu o que havia prometido. Tanto mistério foi justificado quando, enfim, se revelou ao mundo a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2008. Na noite desta sexta-feira (manhã no Brasil), Pequim foi iluminada por luzes e fogos de artifício, numa das maiores festas da história da Olimpíada.

Logo no início da cerimônia, os anéis olímpicos entrelaçados surgiram no palco. Como que por mágica, foram erguidos até ficarem em posição horizontal, "flutuando" no ar. Começava, ali, a 26ª edição dos Jogos Olímpicos modernos.

Na impressionante festa, os chineses contaram sua milenar história, destacando a importância dela para a civilização moderna. O comércio, o papel, a bússola o tai chi chuan e muitas outras heranças chinesas foram retratadas de forma magistral.

Como numa linha do tempo, a história da China caminhou até o presente, retratando o programa espacial chinês e a chegada do primeiro astronauta do país ao espaço. O número 8, tido como "da sorte" para os chineses, marcou presença na festa a partir de sua data, 8 de agosto, o mês 8.

Estavam presentes no espetáculo chineses conhecidos no mundo, como o pianista Lang Lang. A festa foi marcada por música, desde o som de tambores, a orquestra de Pequim e o piano de Lang Lang. Para completar, muitas formas criadas com dançarinos e tecnologia. Uma das mais impressionantes foi o surgimento de um globo terrestre no centro do estádio Ninho de Pássaro, que mudou de cores e tinha projetado imagens de todos o mundo. No final, fotos de crianças de todo o mundo representaram a globalização.

Após uma festa majestosa, começaram a entrar no estádio Ninho do Pássaro as delegações de todos os 205 países participantes da Olimpíada. Os atletas pisavam em um pergaminho estendido no solo e coberto de tinta para deixar as suas pegadas no local.

Como é tradição, a Grécia abriu o desfile, que teve uma ordem diferente. O que definiou a ordem de entradas dos países foi a quantidade de traços da primeira letra do nome da delegação no mandarim. Com isso, a Austrália, que sempre está no começo do desfile, foi um dos últimos países a entrar em cena.

O Brasil, liderado pelo porta-bandeira Robert Scheidt, foi aplaudido ao entrar no estádio. A delegação vestia um terno verde e chapéu branco. Depois do desfile, eles foram para o centro do Ninho de Pássaro e logo tiraram o terno por causa do forte calor de 30º C em Pequim .

A delegação dos Estados Unidos, rival da China na briga pelo topo do quadro de medalhas, também foi bastante aplaudida pelos espectadores.

O delírio, porém, veio com a última delegação na pista. Depois de mais de duas horas de desfile, o gigante do basquete Yao Ming entra no Estádio Olímpico Nacional com a bandeira da República Nacional da China e o o público aplaude de pé. Yao Ming foi acompanhado por Lin Hao, de apenas 9 anos, e considerado héroi por ter sobrevivido ao terremoto na China e ainda ter ajudado no resgate de amigos da escola.

Para fechar a festa, os presidentes do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogges, e do Comitê de Pequim, Liu Qi, discursaram e agradeceram pelo empenho na realização dos Jogos. Na seqüência, Hu Jintao, presidente da República da China, declarou aberta a 26ª edição dos Jogos Olímpicos modernos.

Depois de muita expectativa, a tocha olímpica chega ao Ninho de Pássaro. Depois de passar por toda a pista pelas mãos de diversos atletas, Li Ning, que ganhou três medalhas de ouro na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, levanta vôo e percorre um pergaminho gigante que circula todo o Estádio Olímpico e acende a chama dos Jogos Olímpicos, que ilumina o local. A tocha permanecerá acesa até o dia 24 de agosto, encerramento dos Jogos de Pequim.


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