domingo, 17 de agosto de 2008

Cielo sofre com assédio de chineses em visita a Templo do Céu, em Pequim


Nadador é cercado por fãs e aguarda 'loucura' na chegada ao Brasil

César Cielo começou a conhecer neste domingo o assédio que receberá do público com o novo status de campeão olímpico. Na visita ao Templo do Céu, um dos pontos turísticos de Pequim, o nadador foi cercado, abraçado e fotografado por centenas de chineses. Temeu até perder a medalha no momento de maior confusão, mas saiu sem arranhões.


- Não imaginava que isso fosse acontecer, ainda mais na China. Imagino a loucura que vai ser quando eu chegar ao Brasil - diz ele.

Construído em 1420, durante a Dinastia Ming, o Templo era usado para os imperadores agradecerem aos céus pelas boas colheitas. Pelos espaços livres do parque, milhares de pessoas dançam e cantam, jogam baralho e peteca. A maioria do público é de mais de 50 anos e tudo seguia tranquilamente até às 16h da tarde de Pequim (3h de Brasília), quando Cielo chegou à Sala de Orações e tirou as medalhas do bolso. Aí começou a confusão.



Chineses se aglomeraram perto de Cielo para tirar fotos. Muitos chegavam sem nem saber quem ele era e começavam a perguntar o nome do medalhista para os jornalistas brasileiros. A multidão não parava de aumentar e vários seguranças tentavam, inutilmente, controlar a situação. Cielo nem conseguiu agradecer pela colheita de medalhas, mas aproveitou algum tempo para fazer fotos e vídeos.


- Já fui a vários lugares do mundo e não consegui visitar direito. Mas isso aqui já é um exemplo do que eu espero ver no Brasil. É surpreendente ver esse carinho todo do público chinês, que nem me conhece direito. Mas já é um bom teste para o que virá nos próximos dias - diz.

Cielo embarca para o Brasil nesta segunda-feira em Pequim e deve chegar a São Paulo na manhã de terça. Ainda não sabe se vai direto para Santa Bárbara d'Oeste, ou se fica na capital paulista para compromissos comerciais. Diz que suas próximas semanas serão de descanso e cheias de gente por perto, para compensar os tempos de solidão dos treinos em Auburn, Estados Unidos.

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